Lovable capta US$ 400 milhões em Série C e atinge avaliação de US$ 13,3 bilhões
A startup de vibe-coding Lovable confirma nova rodada de US$ 400M liderada pela Menlo Ventures, impulsionada por US$ 500M de receita anual recorrente.
A Cognition, criadora do agente de IA Devin, negocia nova rodada para atingir valuation de US$ 40 bilhões impulsionada por receita anual de US$ 1 bilhão.
A startup de inteligência artificial Cognition, desenvolvedora do agente de programação autônomo Devin, iniciou tratativas com investidores para estruturar uma nova rodada de financiamento visando alcançar uma avaliação de mercado de pelo menos US$ 40 bilhões. As negociações, divulgadas em 12 de agosto de 2026, ocorrem apenas três meses após a empresa ter captado US$ 1 bilhão sob um valuation de US$ 26 bilhões em maio do mesmo ano.

O salto na precificação da Cognition apoia-se no desempenho financeiro da plataforma, que atingiu a marca de US$ 1 bilhão em receita anualizada recorrente (run rate), conforme informações obtidas pela Bloomberg junto a fontes a par das negociações. O crescimento acelera o ritmo de expansão da companhia no setor de ferramentas para automação de desenvolvimento de software.
A trajetória de crescimento da Cognition reflete um avanço significativo em um curto intervalo temporal. Há três meses, quando anunciou o aporte de US$ 1 bilhão obtido em maio de 2026, o cofundador e executivo da empresa, Scott Wu, confirmou ao portal TechCrunch que a organização havia alcançado uma taxa de receita anualizada de US$ 492 milhões.
Os números apresentados à época por Scott Wu indicavam que a adoção do agente Devin em ambientes corporativos mantinha uma taxa de crescimento de 50% ao mês ao longo do semestre anterior à rodada de maio. O avanço contínuo dessa métrica forneceu o suporte operacional para que a Cognition dobrasse sua projeção de receita recorrente anualizada de US$ 492 milhões para a marca atual de US$ 1 bilhão.
A negociação para atingir o valor de US$ 40 bilhões consolida a ascensão da Cognition no ecossistema global de tecnologia. O aporte anterior de US$ 1 bilhão, fechado em maio de 2026, já havia estabelecido a avaliação de US$ 26 bilhões, demonstrando o apetite do capital de risco por plataformas baseadas em inteligência artificial focadas em engenharia de software.
Apesar dos altos valores de mercado, a posição pública adotada pela liderança da Cognition busca alinhar as expectativas sobre a atuação do sistema. Em entrevista concedida ao TechCrunch, o programador e fundador Scott Wu enfatizou que o Devin não está sendo comercializado como um substituto direto para desenvolvedores humanos nas empresas.
A proposta central do Devin, segundo detalhado por Scott Wu, foca em aliviar os times de engenharia de trabalhos considerados repetitivos e de baixa atratividade técnica. O agente autônomo é frequentemente encarregado do manuseio de tarefas de suporte e atualização de sistemas antigos, conhecidas no setor como engenharia de manutenção de longo prazo.
O agente é frequentemente encarregado de realizar o trabalho braçal de cauda longa que muitos programadores desgostam, como atualizar softwares antigos ou migrar aplicações de uma plataforma para outra.
Entre as funções operacionais atribuídas ao Devin no ambiente corporativo, destacam-se a modernização de bases de código legadas e o processo de migração de aplicações entre diferentes infraestruturas tecnológicas. Esse foco em demandas estruturais recorrentes é apontado pela Cognition como o principal fator para a expansão constante do uso do sistema entre seus clientes.
A validação do modelo comercial do Devin é sustentada pela carteira de clientes corporativos divulgada pela Cognition. A lista de organizações que adotaram o agente de IA inclui a fabricante automotiva Mercedes-Benz, a agência espacial norte-americana NASA e o grupo de serviços financeiros Goldman Sachs.
A adoção do Devin por entidades como a NASA e o Goldman Sachs demonstra o alcance da ferramenta em setores sujeitos a altos níveis de exigência em conformidade e controle operacional. No segmento financeiro, a automação de refatoração de sistemas com o apoio da Cognition visa reduzir gargalos no ciclo de atualização técnica de plataformas críticas.
Na indústria automobilística, o uso reportado pela Mercedes-Benz evidencia a aplicação da inteligência artificial no gerenciamento de bases de código complexas. O atendimento a essas corporações permitiu à Cognition sustentar o crescimento mensal de 50% na utilização corporativa registrado por Scott Wu até meados de 2026.
Para o ecossistema de tecnologia no Brasil, a aceleração comercial do Devin e os aportes na Cognition trazem reflexos diretos na gestão de times de desenvolvimento de software. A migração de aplicações antigas para novas plataformas, apontada por Scott Wu como um dos pontos fortes do agente, representa um dos maiores custos operacionais para empresas brasileiras em processo de transformação digital.
A utilização do Devin em instituições do porte de Goldman Sachs e Mercedes-Benz estabelece referências globais para a eficiência em tarefas de atualização legada. Equipes brasileiras de TI, tradicionalmente sobrecarregadas com manutenção preventiva e migração de dados, acompanham a viabilidade técnica de introduzir agentes autônomos na esteira de produção de código.
O modelo de negócios respaldado pela receita anualizada de US$ 1 bilhão da Cognition sinaliza ao mercado nacional que a automação via agentes não substitui a governança humana, mas redireciona a alocação de programadores sêniores para a arquitetura de produtos e estratégia de negócios, deixando as tarefas operacionais de rotina a cargo do Devin.
A evolução da Cognition é liderada por Scott Wu, cuja trajetória profissional inclui o reconhecimento como um talentoso jovem programador em competições internacionais de código. Sob sua liderança, o desenvolvimento do Devin visou solucionar problemas práticos enfrentados por equipes de engenharia de software em escala global.
As projeções financeiras apuradas pela Bloomberg, que situam a Cognition no patamar de US$ 40 bilhões, sucedem a rodada de US$ 1 bilhão fechada em maio de 2026. O salto em três meses reflete a passagem da taxa de receita anualizada de US$ 492 milhões para a marca de US$ 1 bilhão, impulsionada por acordos comerciais com grandes nomes da indústria e da exploração espacial.
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